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RECORDANDO PASOLINI

Na Itália, os 40 anos da morte de Pasolini foram lembrados pela RAI com uma maratona de programas, reportagens, documentários e teledramas, já incluídos na atualização da seção Pasoliniana Audiovisual deste blog.

No Brasil, o SESC Palladium, em Belo Horizonte, tomou a dianteira das homenagens e realizou, em julho, a mostra Pasolini e o Cinema de Poesia, com quase todos os filmes de Pasolini, convidando-me para ministrar um minicurso de quatro dias, Pasolini: Vida e Obra, dentro do qual pude exibir os curtas-metragens do cineasta, que considero parte essencial de sua obra, e que não haviam sido incluídos na retrospectiva. O curso teve mais de cinquenta inscritos, o que demonstra o interesse que Pasolini continua a despertar.

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Mais tarde, em outubro, a Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo, organizou, por ocasião do lançamento do livro Poemas: Pier Paolo Pasolini, com organização de Maurício Santana Dias (tradutor) e Alfonso Berardinelli, pela Editora Cosac Naify, o evento Um dia e duas noites com Pier Paolo Pasolini (1922-1975), também chamado Jornada Pier Paolo Pasolini ou ainda Jornada Pier Paolo Pasolini / Michel Lahud.

A dupla Jornada incluiu o ciclo de debates Demasiado Pasolini, com os especialistas Alfonso Berardinelli, Mariarosaria Fabris, João Silvério Trevisan, Eduardo Sterzi, Maurício Santana, Cláudia Tavares, Maria Betânia Amoroso, Roan Costa Cordeiro e José Miguel Wisnik.

No mesmo encontro foi feita uma homenagem a Michel Lahud (1949-1992), “um dos primeiros nomes a falar sobre Pasolini no Brasil”, com a projeção de sua conferência Pasolini: paixão e ideologia (1987).

[Dei-me conta de ter “falado” de Pasolini ainda antes de Lahud: meu Pasolini, Orfeu na sociedade industrial foi publicado pela Brasiliense em 1982, seu A vida clara em 1992; três traduções minhas de livros de Pasolini para a Brasiliense precederam a tradução de Os jovens infelizes por Lahud…]

O mesmo evento programou ainda a exposição Pasolini e Seus Universos, com “instalações” de Lourival Cuquinha, Mônica Piloni e Osvaldo Piva. No encerramento, o Grupo Teatro de Narradores apresentou a peça Demasiado Pasolini e o Grupo Sensus a performance Polvos Poéticos, “sussurrando nos ouvidos do público trechos das obras de Pasolini”.

Por fim, no Terraço da Biblioteca teve lugar um “sarau picante” intitulado Poéticos & Eróticos: um sarau demasiadamente Pasolini, com artistas de diversas linguagens convidando o público a “se expressar”. O DJ Rebel K “com suas pérolas musicais”, completou o “clima festivo da noite”.

PARA SABER MAIS:

NAZARIO, Luiz. Todos os corpos de Pasolini. São Paulo: Editora Perspectiva, 2007. 378p. Disponível nas lojas: Amazon (melhor preço); Submarino; Americanas; Livraria Cultura; Livraria da Travessa; Livraria da Folha; Siciliano – entre outras (atualizações no site Buscapé).

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